Acre aplica mais de 30 mil doses de vacina contra sarampo até setembro deste ano, aponta Saúde
12/10/2026
(Foto: Reprodução) Acre aplica mais de 30 mil doses de vacina contra o sarampo até setembro deste ano
Asscom/Semsa Rio Branco
O Acre aplicou, entre janeiro e setembro deste ano, mais de 30 mil doses de vacinas contra o sarampo, conforme dados disponibilizados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) ao g1. Ao todo, 34.376 doses foram aplicadas em todo o estado.
Os dados parciais deste ano mostram que a cobertura da primeira dose (D1) está em 93,08%. Apesar do resultado positivo, a cobertura da segunda dose (D2) está em 68,41%. O levantamento tem como fonte a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e não detalha as doses aplicadas por município.
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Conforme os dados da secretaria, 2025 foi o ano com a maior quantidade de doses aplicadas no estado: 78.808. Em seguida vem 2018 com 52.195 doses aplicadas. Em contrapartida, 2021 registrou a menor quantidade de doses aplicadas: apenas 21.536.
👉Contexto: O governo do estado confirmou, na última quinta-feira (8), dois casos de sarampo em pacientes residentes no Peru que foram atendidos em Rio Branco. Segundo a Sesacre, os pacientes são uma criança de 11 meses e uma mulher de 30 anos, moradores de Puerto Maldonado, no Peru. O último caso de sarampo registrado no Acre havia sido em 2000, segundo a pasta.
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De acordo com o levantamento, as condutas de imunização, mediante alteração do nível de alerta, são:
Nível 3: quando há casos confirmados no estado ou município, manter as ações do Nível 2 e realizar bloqueio vacinal dos contatos de casos suspeitos de sarampo em até 72 horas, em articulação com a Vigilância Epidemiológica e a Atenção Primária;
Dose zero: todas as crianças de 6 a 11 meses, Vacina Tríplice Viral da Merck (MSD) e não substitui as doses de rotina;
5 a 29 anos: iniciar ou completar duas doses, intervalo mínimo de 30 dias;
30 a 59 anos: uma dose para quem não comprovar vacinação anterior contra sarampo;
60 anos: uma dose para quem não comprovar vacinação anterior com dupla viral ou tríplice viral;
Trabalhadores da saúde: comprovar ou receber duas doses, independentemente da idade.
Casos confirmados
Os dois pacientes do Peru, que foram atendidos em Rio Branco e tiveram os casos de sarampo confirmados, passaram ainda pelos municípios de Assis Brasil e Brasileia, na fronteira com o país vizinho. A secretaria, no entanto, ainda não classifica oficialmente os casos como importados.
A confirmação foi feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), laboratório de referência nacional, após os exames iniciais de RT-PCR já terem indicado a presença do vírus.
Acre confirma dois casos de sarampo em pacientes do Peru
Jornal Nacional/ Reprodução
🚨 A criança de 11 meses está internada em uma unidade de terapia intensiva (UTI) de Rio Branco e apresenta quadro grave. A mulher, de 30 anos, também está hospitalizada, mas não apresenta sinais de gravidade, segundo a Sesacre.
As equipes de vigilância dos municípios envolvidos passaram a monitorar os contatos dos pacientes. Também estão previstas ações de bloqueio vacinal em Brasiléia, no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) e no Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into), conforme avaliação técnica.
A investigação é conduzida em conjunto pela Sesacre, Ministério da Saúde, Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e secretarias municipais de Saúde, além da articulação com autoridades sanitárias do Peru.
Quando há suspeita de sarampo?
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar, e pode provocar complicações graves, principalmente em crianças pequenas. A principal forma de prevenção é a vacinação.
Um caso é considerado suspeito quando a pessoa apresenta os seguintes sintomas:
febre;
manchas vermelhas na pele;
tosse;
coriza;
conjuntivite.
A suspeita é reforçada quando a pessoa com febre e manchas vermelhas esteve, nos últimos 30 dias, em local onde há circulação do vírus ou teve contato com alguém que veio dessas áreas.
O diagnóstico também pode ser investigado por meio de exame laboratorial. A Sesacre orienta que a população confira a caderneta de vacinação e procure uma unidade de saúde para atualizar as doses, quando necessário.
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