Família de acreana que morreu em Recife ainda não conseguiu trazer os 4 filhos dela: 'vamos ter que dar nosso jeito'
28/03/2025
(Foto: Reprodução) Maria Erivaneide da Costa Fonseca, conhecida como Taty, tinha 34 anos, vivia há quatro anos na capital de Pernambuco com os filhos de 3, 7, 12 e 16 anos. Ela morreu no dia 17 após quase 1 mês na UTI; corpo teve que ser enterrado na cidade e família precisa trazer filhos menores de idade ao Acre. Acreana morre em Recife e família busca ajuda para trazer filhos ao Acre
Arquivo pessoal
Mais de uma semana após a morte da acreana Maria Erivaneide da Costa Fonseca, conhecida como Taty, de 34 anos, familiares ainda não conseguiram trazer os quatro filhos dela que ficaram em Recife (PE). A mãe teve uma infecção no pulmão após contrair uma pneumonia e passar 26 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital da cidade pernambucana.
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À época da morte de Taty, em entrevista ao g1, o motorista Antônio da Costa Fonseca, 42 anos, irmão dela, contou que o corpo dela foi velado e sepultado na cidade onde ela morreu, mesmo que, inicialmente, os parentes tenham tentado trazer a Rio Branco.
Parentes e amigos da mulher utilizaram as redes sociais para pedir apoio e trazer os menores para perto da família, no Acre. Nesta quarta-feira (26), Fonseca informou que a arrecadação chegou a conseguir R$ 3,4 mil, mas a quantia foi enviada para que os filhos de Taty consigam se manter enquanto permanecem em Pernambuco.
O que foi arrecadado, eu mandei para suprir eles lá, esse tempo que eles estão lá, porque não tem dinheiro de lugar nenhum né, tem que estar ajudando daqui para lá. A tarde ela [uma outra irmã] vai pesquisar as passagens para tentar comprar nós mesmos, explicou.
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Porque são os quatro quatro filhos dela, um sobrinho que vivia com ela e a minha mãe e a minha irmã que estavam lá, cuidando dela. Então, no total são sete pessoas para poder vir. Então, a arrecadação, graças a Deus, que deu mais de R$ 3 mil, deu para tá mantendo eles lá. Acredito aí que de passagem vai dar em torno aí entre R$ 10 mil e 12 mil, acrescentou.
Única provedora
De acordo com o irmão, Taty era a única provedora dos filhos e trabalhava como babá. As crianças têm 3, 7, 12 e 16 anos. Ele diz também que esta é a segunda perda para a família, já que há menos de cinco anos outra irmã morreu.
Agora estamos vivendo tudo de novo. A Taty era uma pessoa que gostava de ajudar, uma grande mulher, mãe e apesar de todas as dificuldades não reclamava da vida, disse.
Agora, a família busca ajuda para trazer os filhos ao Acre para que a avó materna das crianças possa ficar com eles. Para isto, eles criaram uma vaquinha para doações. Mais informações podem ser conferidas por meio do telefone (68) 99946-3379.
VÍDEOS: g1