Jovem indígena do AC integra delegação brasileira em programa da ONU na Suíça: 'Conquista coletiva'

  • 06/07/2026
(Foto: Reprodução)
Jovem liderança indígena representa povos do Acre em programa da ONU na Suíça O jovem indígena acreano Samuel Arara, de 25 anos, pertencente ao povo Shawãdawa (Arara), foi um dos nove brasileiros selecionados para participar do Programa de Bolsas para Povos Indígenas do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), e já está em Genebra, na Suíça, local de realização do evento que ocorre de 21 de junho até 19 de julho. A seleção ocorreu por meio de um processo voltado para lideranças indígenas com atuação nos territórios, organizações, movimentos sociais e na defesa dos direitos humanos. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Natural de Porto Walter, uma das cidades isoladas do Acre, Samuel cursa Engenharia Florestal na Universidade Federal do Acre (Ufac). Ambientalista, articulador e comunicador indígena, ele afirma que estar na delegação brasileira representa uma responsabilidade que é fruto de muito trabalho. “Não se trata apenas de uma conquista individual, é uma conquista coletiva e também a oportunidade de levar a voz dos povos indígenas do Acre, da Amazônia e da juventude indígena brasileira para um dos principais espaços internacionais de defesa dos direitos humanos”, declarou. Samuel Arara, de 25 anos, pertencente ao povo Shawãdawa (Arara), foi selecionado para participar do Programa de Bolsas para Povos Indígenas do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) Arquivo pessoal LEIA TAMBÉM: Modelo brasileira de origem indígena é o rosto da Gucci em campanha internacional; saiba quem é Indígena Huni Kuĩ é aprovado em concurso para professor no Ifac: 'Fiquei sem acreditar' Indígena do AC que tirou 920 pontos na redação sonha em fazer medicina: 'Quero ajudar as crianças' Antes da etapa em Genebra, o jovem compartilhou que os participantes tiveram uma formação, do dia 8 ao dia 19 de junho, na Universidade de Brasília (UnB), com foco no campo das Relações Internacionais. “Nesse período, tivemos encontros e diálogos com representantes do ACNUDH, da ONU no Brasil, da Funai, da APIB, do CIMI, da Procuradoria-Geral da República, da UNESCO e da Defensoria Pública da União”, disse. De acordo com ele, a preparação é importante para compreender como os espaços nacionais e internacionais podem dialogar na proteção dos direitos dos povos indígenas. Na Suíça, o evento ocorre na sede europeia da Organização das Nações Unidas (ONU). “Aqui, estamos em formação sobre os mecanismos da ONU voltados à promoção e proteção dos direitos humanos, com ênfase nos direitos dos povos indígenas. Estamos aprofundando conhecimentos sobre como acessar esses mecanismos, acompanhar recomendações internacionais, elaborar comunicações, compreender os órgãos de tratados, as convenções internacionais, os procedimentos especiais e outros instrumentos de incidência internacional”, detalhou. Samuel Arara está em Genebra, na Suíça, para representar o Acre Arquivo pessoal Ao todo, participam 37 participantes das sete regiões socioculturais indígenas: América do Norte, Mesoamérica, América do Sul, África Subsaariana, Europa, Ártico, Ásia e Oceania. “Esse encontro mostra que, apesar das diferentes realidades, muitos povos enfrentam desafios semelhantes relacionados à proteção dos territórios, à preservação das línguas e culturas, ao direito à autodeterminação, à participação política e à defesa da vida”, descreveu. Participação Além disso, Samuel contou que durante a formação também estudam a importância da Organização Internacional do Trabalho, principalmente a Convenção nº 169 da OIT, que estabelece direitos fundamentais dos povos indígenas. “Entre eles o direito à consulta livre, prévia e informada sempre que medidas administrativas, legislativas ou empreendimentos possam afetar diretamente nossos povos e territórios”, acrescentou. O jovem destacou ainda que outro aspecto importante da formação é conhecer as plataformas e os espaços específicos de participação dos povos originários dentro do sistema da ONU. Ao todo, 37 participantes das sete regiões socioculturais indígenas estão presentes no evento Arquivo pessoal “Esses espaços são fundamentais para que possamos apresentar as realidades dos territórios, denunciar violações de direitos, dialogar com especialistas e Estados, acompanhar compromissos internacionais e fortalecer a incidência política dos povos indígenas em nível global”, defendeu. Para o acreano, estar em Genebra significa compreender que os direitos indígenas precisam ser defendidos tanto nos territórios quanto nos espaços internacionais. “A luta começa nas comunidades, nas aldeias, nas organizações e nos movimentos, mas também precisa alcançar os lugares onde decisões globais são discutidas e onde os Estados assumem compromissos com os direitos humanos”, afirmou. Natural de Porto Walter, no interior do Acre, Samuel cursa Engenharia Florestal na Universidade Federal do Acre Arquivo pessoal Samuel descreveu ainda que, ao voltar do Brasil, os participantes devem compartilhar o que aprenderam no programa com as suas comunidades, organizações e juventudes indígenas. “Transformar essa formação em ferramentas concretas para fortalecer a defesa dos direitos dos povos indígenas e ampliar nossa participação nos espaços de decisão”, destacou. Reveja os telejornais do Acre

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/07/06/jovem-indigena-do-ac-integra-delegacao-brasileira-em-programa-da-onu-na-suica-conquista-coletiva.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 10

top1
1. Deus Proverá

Gabriela Gomes

top2
2. Algo Novo

Kemuel, Lukas Agustinho

top3
3. Aquieta Minh'alma

Ministério Zoe

top4
4. A Casa É Sua

Casa Worship

top5
5. Ninguém explica Deus

Preto No Branco

top6
6. Deus de Promessas

Davi Sacer

top7
7. Caminho no Deserto

Soraya Moraes

top8
8.

Midian Lima

top9
9. Lugar Secreto

Gabriela Rocha

top10
10. A Vitória Chegou

Aurelina Dourado


Anunciantes