Palhaço acusa PM de agressão durante abordagem por conta de som alto no Acre; Veja VÍDEO do confronto

  • 15/07/2026
(Foto: Reprodução)
Palhaço denuncia agressão da PM durante abordagem em confraternização no Acre Júlio Cesar de Oliveira, de 47 anos, conhecido nas redes sociais como Palhaço Alegria, denunciou ter sido agredido pela Polícia Militar (PM-AC) durante uma abordagem por conta do som alto. Ele participava de uma churrasco com amigos em frente de casa na noite dessa terça-feira (14), no bairro João Eduardo I, em Rio Branco. Imagens da abordagem feitas por moradores mostram o momento em que os militares discutem e jogam spray de pimenta nos populares. Além disso, um dos policiais também ameaça atirar com bala de borracha contra eles. (Veja o vídeo acima) 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp “Afasta! Eu que estou dando a ordem para se afastar. [...] O que você está falando aí? Fala alguma coisa aí! [...] Se encostar, eu vou dar um tiro de borracha [...]”, disse um dos PMs durante a abordagem. Policiais usaram spray de pimenta contra os moradores Reprodução A PM-AC chegou ao local durante um patrulhamento de rotina e encontrou o grupo na rua com o som ligado. Segundo Júlio, o grupo ouviu o pedido dos policiais para reduzir o volume do som, mas, mesmo após atender à solicitação, um dos participantes acabou detido, o que fez com que a situação evoluísse para um confronto físico. Em nota, a PM afirmou que a equipe policial orientou os moradores a desobstruir a passagem e reduzir o volume do som, determinações que foram atendidas. Porém, segundo a corporação, um dos participantes passou a intervir na abordagem. LEIA MAIS: PM é filmado tomando o celular e chave da moto de entregador durante abordagem no AC: 'Fiquei com medo' PMs são atingidos com cadeiras e tijolos durante briga após mulher fugir de abordagem no AC; VÍDEO Promotora do MP se altera durante abordagem do Exército em região de fronteira no AC: 'Você não é autoridade' “[...] Dirigindo ofensas e termos chulos aos policiais e desobedecendo às ordens legais para que se afastasse, motivo pelo qual recebeu voz de prisão pelo crime de desacato. Durante a condução do envolvido, familiares e outras pessoas tentaram impedir a ação policial, resistindo às determinações da equipe e dificultando a prisão”, alega a PM-AC em nota. Além disso, segundo a corporação, diante da escalada da ocorrência foi solicitado apoio de outras equipes e foi necessário o uso de spray de pimenta. Após a intervenção, a situação foi controlada e o homem foi conduzido à Delegacia de Flagrantes (Defla). Leia a nota na íntegra abaixo. De acordo com Júlio, a confraternização ocorria de forma tranquila quando a equipe policial chegou. Ele afirmou que, antes mesmo da abordagem, o volume do aparelho de som já havia sido diminuído em respeito a uma vizinha que fazia uma reunião religiosa. "A polícia chegou e pediu para abaixar, a gente abaixou mais ainda. A gente sempre procura se colocar no lugar das pessoas", relatou. Confusão ocorreu nessa terça-feira (14) no bairro João Eduardo I, em Rio Branco Reprodução Questionamento Conforme o relato do artista, a situação mudou quando um amigo dele questionou a abordagem à polícia. De acordo com Júlio, o grupo tentou apenas entender o motivo da condução e, em nenhum momento, houve agressão ou desacato aos policiais. "Meu amigo falou: 'Pô, não está nem na hora ainda'. Aí já deu desacato e já botaram a algema nele. Em hora nenhuma a gente foi para cima do policial, nem agredimos verbalmente. A gente só queria conversar com quem estava comandando a operação", afirmou. Ainda de acordo com o relato de Júlio, pouco tempo depois chegaram outras viaturas ao local e os policiais desembarcaram apontando armas e ordenando que todos se afastassem. Júlio Cesar é conhecido como Palhaço Alegria no Acre Reprodução/Instagram "Chegaram mais de quatro viaturas. Os caras já desceram apontando arma para a gente, jogando spray de pimenta. Jogaram spray de pimenta na minha cara e, em seguida, deram um tapa na minha cara", declarou. Júlio Cesar também apontou que a forma como a abordagem foi conduzida causou indignação entre os amigos. Além disso, ele disse que ficou abalado com a situação e que nunca havia passado por algo parecido antes. "Me senti como um bandido. Os caras chegaram como se estivessem atacando um terrorista. Aqui todo mundo trabalha. Eu vendo pipoca e algodão doce nos fins de semana e, durante a semana, não posso beber uma cerveja e comer uma carne assada na frente da minha casa?", questionou. Júlio Cesar de Oliveira diz ter sido atingido por spray de pimenta e um tapa no rosto durante a ação policial Arquivo pessoal Indignação Júlio afirmou ainda que, apesar da agressão, decidiu não reagir fisicamente por medo de agravar a situação e que ela terminasse de forma ainda mais grave. "Quando o policial me bateu, pensei: ‘Se eu levantar daqui e bater nesse cara, vão me fuzilar e amanhã vão dizer que eu estava bêbado, agressivo’. Graças a Deus, as filmagens mostram que a gente estava no nosso canto e não estava fazendo nada”, comentou. Após a ocorrência, Júlio publicou outros vídeos nas redes sociais e voltou a criticar a abordagem da polícia. Segundo ele, uma pessoa que registrava a ocorrência teve o celular derrubado e danificado e pretende buscar responsabilização judicial pelo caso. "Quatro viaturas e não teve um policial para conversar com a gente. Chegaram armados, mandando sair, apontando arma. Só queríamos que alguém explicasse o que estava acontecendo. Todo mundo nervoso. Eu queria saber o por quê chegaram daquele jeito. Não vai ficar assim, vamos buscar justiça", concluiu. Leia a nota da Polícia Militar na íntegra A Polícia Militar do Acre (PMAC) esclarece que a ocorrência registrada na noite de segunda-feira, 14, no bairro João Eduardo II, teve início durante patrulhamento de rotina, quando uma guarnição constatou a obstrução da passagem de pedestres por objetos utilizados em uma confraternização realizada em via pública, além da utilização de equipamento de som em volume elevado. A equipe policial orientou os presentes para que desobstruíssem a passagem e reduzissem o volume do som, determinações que inicialmente foram atendidas. No entanto, um homem que não era o responsável pela situação passou a intervir na abordagem, dirigindo ofensas e termos chulos aos policiais e desobedecendo às ordens legais para que se afastasse, motivo pelo qual recebeu voz de prisão pelo crime de desacato. Durante a condução do envolvido, familiares e outras pessoas tentaram impedir a ação policial, resistindo às determinações da equipe e dificultando a prisão. Diante da escalada da ocorrência e da necessidade de restabelecer a ordem, foi solicitado apoio de outras guarnições. Como os presentes insistiam em desobedecer às ordens policiais e ofereciam resistência à intervenção, foi necessário o emprego de spray de pimenta, instrumento de menor potencial ofensivo previsto nos protocolos de uso diferenciado da força, utilizado em observância aos princípios da legalidade, necessidade, proporcionalidade e moderação. Após a intervenção, a situação foi controlada e o homem foi conduzido à Delegacia de Flagrantes. A Polícia Militar do Acre reafirma que todas as suas ações são pautadas na legislação vigente, nos protocolos operacionais e no respeito aos direitos fundamentais. Esclarece, ainda, que eventuais condutas incompatíveis com a atuação policial serão apuradas pela Corregedoria da PMAC, com a devida observância do contraditório e da ampla defesa. Reveja os telejornais do Acre

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/07/15/video-palhaco-acusa-pm-de-agressao-durante-abordagem-por-conta-de-som-alto-no-acre.ghtml


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